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FAIRTRADE (Comércio Justo)

COMÉRCIO JUSTO E SOLIDARIEDADE • RESPEITO PELO MEIO AMBIENTE • RESPEITO PELOS SERES HUMANOS • RESPEITO PELOS ANIMAIS • RESPONSABILIDADE SOCIAL

O Comércio Justo (CJ) é um movimento social e económico que pretende construir uma alternativa ao comércio convencional. Ao contrário deste, que tem em conta apenas critérios económicos, o CJ rege-se também por valores éticos que incluem aspectos sociais e ambientais. Significa colocar o comércio, quer de produtos quer de serviços, efectivamente ao serviço das pessoas, buscando o desenvolvimento sustentável das comunidades locais e do mundo como um todo. O que implica, antes de mais, um trabalho digno para todas as pessoas envolvidas e a adequação das actividades económicas às suas necessidades e aos seus interesses.

Igualmente essencial no CJ é a sensibilização das/os consumidoras/es para os desequilíbrios e injustiças do comércio internacional e para os impactos que as nossas decisões de compra têm sobre as condições de vida não só na nossa região/ nosso país, mas também noutras partes do mundo. Significa que cada um de nós, enquanto consumior/a e elo final de qualquer cadeia comercial, tem um papel activo e a responsabilidade de praticar um consumo responsável e de exigir justiça no comércio.

A vertente da sensibilização, que é uma actividade de Educação para o Desenvolvimento, implica também a promoção de mudanças no comércio internacional convencional com o objectivo de transformar o sistema económico dominante num sistema mais solidário e humano. Ao demonstrar na prática que é possível compatibilizar os critérios económicos com os critérios sociais e ecológicos, o CJ tem ao seu dispor um excelente argumento para pressionar os governos e as multinacionais a mudar a sua lógica de actuação.

O CJ rege-se por um conjunto de princípios, reconhecidos de forma geral por todas as entidades envolvidas no movimento mas com algumas diferenças na sua formulação. Estes princípios, que dividimos em 12 pontos, são:

1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
2. O estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores e produtoras (um preço que cubra os custos de um rendimento digno, da protecção ambiental e da segurança económica);
3. A disponibilização de pré-financiamento ou acesso a outras formas de crédito;
4. A transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e a informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos ou serviços e métodos de comercialização;
5. O fornecimento de informação ao consumidor sobre os objectivos do CJ, a origem dos produtos ou serviços, os produtores e a estrutura do preço;
6. A promoção de actividades de sensibilização e campanhas, quer junto dos/as consumidores/as (para realçar o impacto das suas decisões de compra), quer junto das organizações (para provocar mudanças nas regras e práticas do comércio internacional);
7. O reforço das capacidades organizativas, produtivas e comerciais das produtoras e dos produtores através de formação, aconselhamento técnico, pesquisa de mercados e desenvolvimento de novos produtos;
8. O envolvimento de todas as pessoas (produtores/as, voluntárias/os e empregados/as) nas tomadas de decisão que os afectam no seio das suas respectivas organizações;
9. A protecção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas, bem como a igualdade de oportunidades entre os sexos;
10. A protecção do ambiente e a promoção de um desenvolvimento sustentável, subjacente a todas as actividades;
11. O estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo;
12. A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.

Originalmente desenvolvido como forma de apoiar camponeses/as e pequenas/os artesãos/ãs dos países do Sul (África, América Latina e Ásia), tem-se assistido a movimentos dentro do CJ no sentido de integrar igualmente produtores marginalizados dos países do Norte.

Actualmente não se pode falar do CJ como um movimento coeso e unido em torno de uma única identidade; falamos antes de vários Comércios Justos, que embora partilhando princípios base entre si, assumem identidades distintas. Esta pluralidade de movimentos dentro do próprio CJ resulta do seu processo de evolução, do aumento dos interesses financeiros envolvidos, da diluição dos princípios, da entrada de actores convencionais no movimento, e por reacção/oposição a esta situação, do aprofundamento da reflexão dos seus actores e da adequação às actuais problemáticas do comércio local, nacional e internacional.

O MERCADO GLOBAL FAIRTRADE

O mercado global para produtos certificados Fairtrade apresentou um significativo crescimento em 2008, apesar do início da recessão global. As vendas de Comércio Justo cresceram 22%, um valor impressionante, tendo os consumidores gasto cerca de 2,9 bilhões de Euros em Produtos do Comércio Justo (Fairtarde) a nível mundial.

Um incremento superior a 3 vezes nas vendas globais de produtos Faitrade (comércio justo), com o objectivo de chegar a um valor de 9,8 mil milhões de euros até 2014.